O exercício da advocacia exige não apenas dedicação técnica e atualização constante em relação às leis, mas também atenção às obrigações fiscais.
Conhecer os impostos para advocacia é essencial para evitar problemas com o fisco e otimizar os resultados financeiros do escritório ou do profissional autônomo.
Neste artigo, vamos detalhar quais são os tributos incidentes, os regimes de tributação mais adequados e as particularidades da área jurídica, trazendo informações atualizadas para 2025.
A importância de conhecer os impostos na advocacia
Os impostos para advocacia podem variar conforme o porte do escritório, o faturamento e a forma jurídica escolhida (autônomo, sociedade unipessoal de advocacia ou sociedade de advogados).
O desconhecimento sobre obrigações tributárias pode gerar pagamento a maior, multas e até problemas de regularidade fiscal.
Por isso, é fundamental contar com planejamento tributário especializado, que avalie a melhor forma de atuação.
Principais impostos para advocacia

Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF)
Para advogados autônomos, aplica-se IRPF com tabela progressiva. Em 2025, há isenção para rendimentos mensais (base de cálculo) de até R$ 2.428,80; acima disso, as alíquotas vão de 7,5% até 27,5% conforme faixa de renda.
Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
Para sociedades de advogados, a alíquota básica do IRPJ é 15% sobre o lucro (presumido ou real). Há adicional de 10% sobre o lucro que exceder R$ 20.000 mensais.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A CSLL incide sobre o mesmo lucro (real ou presumido) com alíquota de 9% para escritórios de advocacia.
Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
No Lucro Presumido estes tributos são cumulativos (0,65% + 3% sobre o faturamento). No Lucro Real são não cumulativos, com alíquotas de 1,65% + 7,6% e possibilidade de créditos fiscais.
Imposto sobre Serviços (ISS)
De competência municipal, varia conforme município. A alíquota para advocacia comumente fica entre 2% e 5%, mas pode haver variações.
Regimes tributários aplicáveis à advocacia
A escolha do regime tributário impacta diretamente o valor pago em impostos para advocacia.
Simples Nacional (Anexo IV)
- É o regime aplicado para escritórios de advocacia enquadrados no Anexo IV do Simples Nacional.
- Alíquotas nominais variam de 4,50% até 33%, conforme a faixa de receita bruta anual (últimos 12 meses).
- Faixa inicial (até R$ 180.000,00/ano) = 4,50%.
- O ISS está incluso no DAS, mas a CPP patronal não — esta é recolhida separadamente sobre a folha.
Lucro Presumido
- Escritórios de advocacia aplicam percentual de presunção de 32% sobre a receita bruta para definir a base de cálculo do IRPJ e da CSLL.
- IRPJ: 15% sobre essa base; adicional de 10% se a parcela do lucro presumido exceder o limite legal (geralmente R$ 20.000,00 por mês ou proporcional trimestral)
- CSLL: 9% sobre a mesma base presumida.
- PIS: 0,65% cumulativo sobre faturamento; Cofins: 3%.
- ISS municipal também incide, de 2% a 5%, conforme legislação de cada município.
Lucro Real
- Recomenda-se para escritórios com faturamento elevado ou grandes despesas dedutíveis, pois a tributação se dá sobre o lucro líquido ajustado (após deduções permitidas).
- Envolve mais obrigações contábeis e fiscais, maior complexidade, mas pode resultar em menor carga tributária se houver muitos custos dedutíveis.
Quadro comparativo dos regimes de tributação na advocacia
| Regime Tributário | Base de Cálculo | Alíquota / Faixa Inicial | Tributos Envolvidos | Vantagens | Desvantagens |
| Simples Nacional (Anexo IV) | Receita bruta acumulada (12 meses) | De 4,5% até 33% (faixas progressivas do Anexo IV) | IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ISS (unificados no DAS) CPP patronal não inclusa | Guia única (DAS), menor burocracia, simplificação | Pode ser oneroso em faixas maiores; CPP deve ser recolhida à parte |
| Lucro Presumido | Percentual presumido de 32% da receita bruta para IRPJ e CSLL | IRPJ 15% + adicional de 10% sobre lucro que exceder limite CSLL 9% PIS 0,65% + Cofins 3% (cumulativos) ISS: 2% a 5% (varia por município) | Estrutura simples de apuração, previsibilidade dos cálculos | Pouca flexibilidade para deduções; carga efetiva gira em torno de 13% a 16,33% | |
| Lucro Real | Lucro líquido ajustado (após deduções legais) | Variável conforme lucro apurado e deduções permitidas | IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ISS (segundo regime não cumulativo e regras próprias) | Permite deduzir despesas e créditos fiscais; pode reduzir carga para quem tem alto custo | Mais complexo, maior custo contábil e fiscal, muitas obrigações acessórias |
Como reduzir a carga tributária na advocacia
Existem estratégias que permitem aos advogados pagar menos impostos para advocacia de forma legal:
- Constituição de sociedade unipessoal: possibilita adesão ao Simples Nacional e tributação mais vantajosa.
- Planejamento tributário: análise detalhada do regime mais adequado ao perfil do escritório.
- Gestão de despesas dedutíveis: no Lucro Real, despesas operacionais podem reduzir a base de cálculo.
- Revisão fiscal periódica: identificar pagamentos indevidos ou créditos tributários a recuperar.
Obrigações acessórias na advocacia
Além do pagamento de impostos para advocacia, existem diversas obrigações acessórias que escritórios e sociedades devem cumprir:
- Escrituração Contábil Digital (ECD).
- Escrituração Contábil Fiscal (ECF).
- Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF Web).
- Guias municipais de ISS.
O não cumprimento dentro dos prazos pode resultar em autuações e multas.
Tendências e atualizações para 2025
A Reforma Tributária em andamento no Brasil traz perspectivas de mudanças significativas também nos impostos para advocacia. Entre os pontos em discussão:
- Substituição do PIS e da COFINS pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
- Possível uniformização de alíquotas de ISS.
- Impactos do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) em serviços.
Advogados e escritórios devem acompanhar de perto essas alterações para ajustar seu planejamento tributário.
Por que contar com apoio especializado
Os impostos para advocacia exigem conhecimento técnico e atualização constante. Cada detalhe — desde a escolha do regime até a apuração correta do ISS — pode impactar significativamente a saúde financeira do escritório.
Por isso, ter o acompanhamento de um escritório contábil especializado garante segurança, conformidade fiscal e melhores resultados.
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